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100 mil nas ruas de Fortaleza em defesa do direito à educação

A mobilização serviu de esquenta para a greve geral da classe trabalhadora, puxada pelas Centrais Sindicais para o dia 14 de junho

Publicado: 15 Maio, 2019 - 14h14

Escrito por: Tarcísio Aquino/CUT-CE

Foto: Thiago Moura - Arte: Thainá Duete
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Cerca de 100 mil pessoas ocuparam as ruas de Fortaleza, nesta quarta-feira (15/5), Dia Nacional de Greve da Educação, para protestar contra o corte de verbas para o setor anunciado pelo ministro da educação Abraham Weintraub.

Bastante plural, o ato reuniu professores, estudantes, profissionais liberais, trabalhadores, operários, agricultores, servidores públicos, movimentos sociais, centrais sindicais, sociedade civil e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Eles saíram em marcha da Praça da Bandeira, e seguiram pelas ruas do Centro em direção ao cruzamento da Avenida da Universidade com a Avenida 13 de Maio, em frente à Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Benfica, que foi bastante afetada pelos cortes. No final do percurso os estudantes puxaram uma grande “vaia cearense” em repúdio ao congelamento de recursos.

Fernanda SayuriFernanda Sayuri

Segundo Wil Pereira, presidente da CUT Ceará, a paralisação nacional dos trabalhadores em educação também ocorreu em municípios de todas as regiões do estado. De acordo com o dirigente, as mobilizações de oito de março, 22 de março, 1º e 15 de maio, serviram como um “esquenta” para uma grande greve geral contra a reforma da Previdência (PEC 06/2019) que será realizada no dia 14 de junho.

“Hoje nós colocamos 100 mil pessoas nas ruas de Fortaleza em defesa da educação. Este ato serviu como um esquenta para a greve geral da classe trabalhadora que será realizada no próximo dia 14. O Ceará vai parar em repúdio ao texto da reforma da Previdência apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro”.

Polianna UchoaPolianna Uchoa

Cortes

Segundo dados levantados pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, o congelamento de recursos do Ministério da Educação e Cultura (MEC) compromete R$ 2,1 bilhões nas universidades e R$ 860,4 milhões dos Institutos Federais. Mesmo a educação básica, apontada como prioridade por Bolsonaro durante a campanha eleitoral, sofreu um corte de R$ 914 milhões.

No Ceará, as universidades Federal do Ceará (UFC), Federal do Cariri (UFCA), da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), tiveram corte de R$ 46,5 milhões, R$ 18,8 milhões, R$ 11,5 milhões e R$ 32 milhões, respectivamente. Um duro golpe no orçamento destas instituições.

Greve no interior

Manifestações também foram realizadas no interior do Estado. Mais de 30 municípios realizaram protestos na manhã desta quarta-feira. Foram realizados atos, aulas e audiências públicas em praças, Câmaras Municipais, Escolas, Teatros e sede de sindicatos.

Professores e estudanates do campus do IFCE no município de Cedro

 

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