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Campanhas salariais: jornalistas mães reivindicam ampliação da licença-maternidade para seis meses

Sindjorce, entidade filiada à CUT-CE, reivindica 180 meses de licença- maternidade para as jornalistas do Ceará

Publicado: 20 Fevereiro, 2013 - 12h36

Escrito por: Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce)

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“Dá licença, patrão! Quero 180 dias para ficar com a minha mãe. Você precisa dela, mas eu preciso mais!”. Este é o slogan da campanha pela ampliação da licença maternidade de quatro para seis meses, lançada pelo Sindjorce e pela FENAJ para reivindicar a inclusão da do direito nas Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs) dos jornalistas de rádios, TVs, portais, jornais e revistas do Ceará. Nesta segunda-feira (18), os cartazes da campanha começaram a ser afixados nas principais redações de Fortaleza, iniciando pelo jornal O Povo, a segunda maior do Estado. 

“A interação afetiva plena, ensejada pela prorrogação da licença-maternidade, promove vínculo afetivo forte e estável entre a criança, a mãe, o pai e a família como primeiro grupo social. Seja uma empresa cidadã e garanta o direito da criança”, afirma a peça publicitária dirigida aos proprietários dos veículos de comunicação. 

A reivindicação dos jornalistas cearenses é um desdobramento da lei 11.770/08, de autoria da ex-senadora Patrícia Saboya, que instituiu o programa Empresa Cidadã. “Chegou a hora de as empresas de comunicação se tornarem verdadeiramente porta-vozes do que pregam diariamente em suas páginas e noticiários!”, diz a presidente do Sindjorce, Samira de Castro. 

Segundo o Guia Você S/A 2012 - que lista as 150 melhores empresas para trabalhar no Brasil -, a estimativa é de que cerca de 10 mil empresas no país ofereçam licença-maternidade de seis meses às suas funcionárias.  Entre as 150 melhores, 28% já adotaram a licença ampliada. 

Repercussão nas redes sociais 

"Eu acho que ninguém é melhor que a mãe para cuidar de seus filhos, então estou de acordo. Na França, por exemplo, aquele país paga licença de um ano para as mães que queiram deixar de trabalhar para cuidar dos filhos", afirma Germana McGregor, jornalista e produtora cultural que atua em assessoria de imprensa. 

"Eu tive esse direito (licença de seis meses) na Câmara. Posso dizer que foi muito importante pra mim e minha família", comenta Silmara Cavalcante, jornalista da assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Fortaleza. Já a colega Kelly Garcia, do Diário do Nordeste, acrescenta que  a ampliação da licença é muito importante para a amamentação exclusiva nos seis primeiros meses de vida do bebê. 

A presidente do Sindjorce acrescenta que, na mesa de negociação da Campanha Salarial de Jornais e Revistas 2012/2013, o presidente do sindicato patronal, Mauro Sales, chegou a afirmar que as mães preferem deixar seus filhos em creches, aos quatro meses, para receber o auxílio-creche, benefício garantido em convenção. "A categoria tomou conhecimento deste disparate e a reação na rede social Facebook foi imediata. Todas as jornalistas repudiaram a colocação do senhor Mauro Sales, que é advogado do jornal O Povo ", comenta Samira.