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Chuva traz tragédias para o interior do Estado

Depois de cinco dias de trabalho intensivo na tentativa de salvar o açude Arneiroz 2, os técnicos da construtora Galvão, responsável pela obra, resolveram cortar a margem direita da parede da barragem a fim de evitar o arrombamento.

Publicado: 28 Janeiro, 2004 - 15h48

Escrito por: CUT CE

Depois de cinco dias de trabalho intensivo na tentativa de salvar o aude Arneiroz 2, os tcnicos da construtora Galvo, responsvel pela obra, resolveram cortar a margem direita da parede da barragem a fim de evitar o arrombamento. Usaram mquinas e dinamites na operao, iniciada por volta das 10 horas de ontem. Os trabalhos se estenderam pela parte da tarde, mas os trabalhadores abandonaram o local devido as fortes precipitaes no local.A expectativa era que durante a madrugada as guas do rio comeassem a inundar parte da cidade, comeando pelas reas ribeirinhas e o centro comercial.O mesmo risco de inundao correm os municpios de Saboeiro, Jucs e Iguatu.H trs dias que os moradores de Arneiroz, distante 360 quilmetros de Fortaleza e localizada nos Inhamuns, vivem em viglia permanente, temendo a inundao de toda rea urbana.O medo aumentou ontem com a deciso da empreiteira em cortar a umbreira direita da barreira.A necessidade de cortar parte da parede do aude Arneiroz 2 foi semelhante adotada no aude Ors em 1960. De ontem para hoje foi mais uma noite insone. As pessoas ficavam margem do rio observando o nvel das guas.A cidade enfrentou falta de energia das 19 s 20 horas, mas a Defesa Civil decidiu mandar cortar a luz definitivamente devido os riscos de choques eltricos. devido a inundao. Uma equipe de bombeiros com 5 homens e um barco a motor permaneciam de prontido na cidade.O prefeito Antnio Nunes de Sousa decretou estado de calamidade pblica desde o ltimo dia 20, quando o aude Mucuim arrombou.A Defesa Civil do Estado e a Prefeitura Municipal decidiram comear a retirada das famlias desde anteontem.Cerca de 180 famlias e dezenas de comerciantes levaram seus mveis e mercadorias, transferindo-os para depsitos, centro comunitrio, casas de parentes e Igreja N. Sra da Paz, localizados na parte mais alta de Arneiroz. As lojas do mercado pblico foram esvaziadas. Na comunidade de Planalto cinco casas desabaram com a fora das guas.O Arneiroz 2 comeou a ser construdo em dezembro de 2002 e estava com 70% das obras concludas. Ontem pela manh acumulava um volume de 140 milhes de metros cbicos.A obra orada em R$ 16 milhes e tinha capacidade prevista para acumular 197 milhes de metros cbicos ao seu final. Estava sendo construda pelo Governo do Estado com recursos do BIRD (Banco Mundial) Programa Progua/Semi-rido.Os operrios de trs empreiteiras trabalharam durante cinco dias ininterruptos na tentativa de salvar o aude. Um aparato de 40 caambas, 10 escavadeiras e 3 ps mecnicas foi usado na construo de 4 metros de altura da parede para reforar a barragem.Mas os homens tiveram que abandonar a obra devido ao aumento do nvel das guas do rio Bui, oriundo de Parambu, e que desgua no rio Jaguaribe.A cidade ficou isolada devido barreira de conteno, que liga a ponte cidade, ter cedido. O secretrio de Recursos hdricos do Estado, Ednardo Rodrigues, disse que os transtornos em Arneiroz foram causados por uma situao atpica de chuvas e pelo arrombamento de dezenas de pequenos audes particulares construdos de forma ''irregular'', sem obedecer a critrios tcnicos e que por isso no suportaram a fora das guas.Fonte: Dirio do Nordeste