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IBGE: 132 mil pessoas procuram trabalho há pelo menos dois anos no Ceará

O número registrado no segundo semestre deste ano no Estado é o pior desde 2012, quando a pesquisa foi iniciada

Publicado: 16 Agosto, 2019 - 15h06 | Última modificação: 16 Agosto, 2019 - 15h14

Escrito por: Redação CUT

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A reforma Trabalhista aprovada durante o governo golpista de Michel Temer (MDB) modificou mais de 200 pontos no conjunto de leis (CLT) que protegia os direitos dos trabalhadores, com a previsão que geraria mais empregos. Quase dois anos depois, os números oficiais mostram que a nova legislação trabalhista não gerou novas vagas e ainda agravou a crise no mundo do trabalho.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira (15/8), 3,3 milhões de desempregados estão em busca de emprego há pelo menos dois anos. No Ceará, cerca de 132 mil pessoas estão na mesma situação. O número registrado no segundo semestre deste ano no Estado é o pior desde 2012, quando a pesquisa foi iniciada.

Segundo Wil Pereira, presidente da CUT Ceará, os números só confirmam que a reforma foi aprovada apenas para atender os interesses dos empresários, do mercado financeiro e tentar enfraquecer o movimento sindical. “Eles disseram que a reforma ia resolver o problema do desemprego, mas, até agora, a medida só serviu pra precarizar ainda mais as relações de trabalho, legalizando modalidades absurdas como o trabalho intermitente e privilegiando o patrão em detrimento dos trabalhadores. Eles também tentaram enfraquecer o movimento sindical para debater matérias ainda piores contra a classe trabalhadora sem resistência.”

Desalento

O número de desalentados, que é a parcela da população que está desempregada e não procura mais emprego, caiu de 8,9% nos primeiros três meses do ano para 8% no acumulado de maio a junho. De acordo com Wil Pereira, apesar da redução, o número de desalentados no Ceará ainda é muito grande, está próximo da taxa de 10,9% de desempregados e reflete a falta de esperança dessas pessoas em conquistar um posto de trabalho. “Muitas dessas pessoas passaram tanto tempo desempregadas que desistiram de procurar, o que é ainda mais grave. Muitos jovens e mulheres estão desempregados e a um passo de aumentar as estatísticas dos desalentados. Portanto, o poder público precisa inverter essa lógica adotada desde 2016 e voltar a priorizar a geração de emprego e renda com crescimento econômico, sem penalizar os trabalhadores para favorecer o lucro dos patrões.”