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Mulheres vão às ruas em Fortaleza contra o feminicídio e o fim da aposentadoria

Marcha começou na Praça da Justiça, no ato unificado “Pela vida das mulheres! Somos todas Marielle, Stefhanie, Ingrid e Dandara” e terminou na Praça da Gentilândia

Publicado: 08 Março, 2019 - 22h54 | Última modificação: 09 Março, 2019 - 15h29

Escrito por: Tarcísio Aquino/CUT-CE

Letícia Alves
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Mulheres marcham na Rua Senador Pompeu, no bairro Benfica.

O ato unificado “Pela vida das mulheres! Somos todas Marielle, Stefhanie, Ingrid e Dandara” reuniu cerca de 10 mil mulheres, na tarde desta sexta-feira, 8 de março, no centro de Fortaleza. Elas marcaram posição contrária ao crescimento do número de feminicídios no Ceará e repudiaram diversas propostas do governo de Jair Bolsonaro (PSL), dentre elas, a reforma da Previdência (PEC nº 6/2019).

A proposta de Bolsonaro prevê mudanças estruturais na Previdência Social, que colocam em risco a aposentadoria de boa parte da população, que irá morrer trabalhando e dificilmente conseguirá ter acesso a uma aposentadoria digna e a uma vida de qualidade, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, explica a Secretária Nacional de Relações de Trabalho da CUT, Graça Costa. “O nosso recado é muito sincero e direto. Nós da CUT estamos empenhadas, permanentemente, para derrotar esse governo autoritário, machista. Nós queremos dizer que essa reforma é a destruição dos nossos direitos que conquistamos com muita luta. Não vamos deixar, vamos resistir!”.

A manifestação reuniu além da CUT Ceará, vários partidos políticos de esquerda, centrais sindicais, quilombolas, indígenas, estudantes e os mais diversos movimentos sociais que compõem a Frente Brasil Popular (FBP-CE). Segundo a secretária da mulher trabalhadora da CUT-CE, Ozaneide de Paula, mais de 60 entidades participaram da marcha que saiu da Praça Murilo Borges, em frente ao prédio da Justiça Federal, no Centro de Fortaleza, e terminou na Praça da Gentilândia, no Benfica, onde foi realizado ato cultural. “O ato de 8 de março foi histórico. Foi construído por muitas mãos, por mulheres de diversos movimentos. Mais de quatro mil companheiras se juntaram a nós para dizer não à violência contra a mulher e repudiar a proposta de reforma da Previdência que atinge, principalmente, as mulheres”, disse a secretária ao comemorar a grande adesão a marcha.

Tarcísio Aquino/CUT-CETarcísio Aquino/CUT-CE

Feminicídio

Nas ruas do Centro, do Benfica ou em frente ao prédio do INSS, na Rua Pedro Pereira, as manifestantes também enfatizavam em suas palavras de ordem a luta permanente em defesa de políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo levantamento publicado hoje pelo portal G1, o Ceará registra o segundo lugar nas estatísticas de mulheres assassinadas em 2018, com 447 homicídios contra elas, sendo 26 considerados feminicídios. De acordo com a secretária geral da CUT Ceará, Carmem Santiago, “esses números só reafirmam que o patriarcado e o controle da vida e dos corpos das mulheres precisam ser combatidos diariamente”.

Thainá Duete/CUT-CEThainá Duete/CUT-CE

8M no interior

As mulheres também organizaram atos em municípios de todas a regiões do estado.

Ato nacional contra a reforma da Previdência

Após a aprovação da reforma trabalhista e da lei da terceirização, durante o governo do golpista Michel Temer (MDB), as mulheres passaram a viver uma realidade de mais desemprego e informalidade que poderá ser agravada com a reforma proposta por Bolsonaro, ressaltou o presidente da CUT Ceará, Wil Pereira. De acordo com a dirigente, no dia 22 de março será realizado mais um ato nacional contra os retrocessos e o fim da aposentadoria. “Precisamos alertar sobre os perigos dessa proposta para os trabalhadores, sobretudo para as trabalhadoras que terão que trabalhar mais para poder se aposentar. Vamos ocupar as ruas até eles entenderem o nosso sonoro não a esta reforma”.

Veja o nosso álbum de fotos.

Letícia AlvesLetícia Alves

Com informações do G1

 

 

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