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NOTA DE APOIO E SOLIDARIEDADE

CUT-CE diz “não” ao despejo das famílias do acampamento Zé Maria do Tomé e reforça apoio e solidariedade da Central estadual com famílias do MST que lutam pelo direito à terra

Publicado: 21 Novembro, 2018 - 14h16 | Última modificação: 21 Novembro, 2018 - 15h15

Escrito por: Direção Executiva da CUT-CE

Rafael Crisóstomo/MST-CE
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Famílias do Acampamento Zé Maria do Tomé, no Ceará, resistem e lutam pelo direito à terra

Famílias acampadas, inclusive em áreas já negociadas com o Governo do Estado e Governo Federal, vêm sendo atacadas por uma ofensiva série de despejos e ameaças nos últimos meses. O alvo da vez, nesta quarta-feira (21/11), é o acampamento Zé Maria do Tomé, na Chapada do Apodi, no município cearense de Limoeiro do Norte. A ofensiva contra essas famílias faz parte do recrudescimento da repressão aos movimentos sociais, que tem se aprofundado desde a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro. Segundo juristas, a manutenção do discurso de ódio contra organizações pode configurar crime de responsabilidade.

 

Cerca de 150 famílias de agricultores do acampamento Zé Maria do Tomé resistem e negociam com a Polícia Militar para impedir o cumprimento de uma ordem judicial de despejo em uma área da União, que está localizada em um perímetro irrigado com forte a presença do agronegócio. Centenas de famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começaram a ocupar a área em maio de 2014, oriundas de todo Estado do Ceará, e das famílias sem terra de 36 comunidades de Limoeiro do Norte, Quixeré e Tabuleiro do Norte.

 

Os trabalhadores rurais sem-terra, que ocupam a área há mais de quatro anos, são símbolos da resistência e luta contra o modelo excludente do agronegócio. Mais ainda: contra o envenenamento da população e a contaminação da região pelo uso excessivo de agrotóxicos. A CUT-CE apóia a resistência dos acampados no Vale do Jaguaribe e repudia a tentativa de remoção das famílias do acampamento Zé Maria do Tomé. Exige, ainda, o estabelecimento da posse incondicional da terra ocupada às famílias sem-terra.

 

Com o avanço do golpe parlamentar, jurídico e midiático que teve início em 2016 e com a vitória recente nas urnas da extrema-direita no Brasil, as forças reacionárias do judiciário, do agronegócio e do capital continuam a se voltar contra os/as trabalhadores/as. A luta vai continuar! Toda nossa admiração e solidariedade aos companheiros sem-terra!


Defendemos o Acampamento Zé Maria do Tomé, o direito à terra, a luta pelos direitos e pela democracia!

 

Fortaleza, 21 de novembro de 2018

Direção-Executiva da CUT-CE

 

 

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