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Sindjorce oficia Sistema Verdes Mares após 12 casos suspeitos de Covid-19

De acordo com o presidente do Sindjorce, Rafael Mesquita, é necessário que a empresa possibilite a testagem de todos as pessoas com suspeita de contaminação

Publicado: 14 Maio, 2020 - 12h09 | Última modificação: 14 Maio, 2020 - 12h58

Escrito por: Sindjorce

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Imediatamente após tomar conhecimento do registro de 12 pessoas com suspeitas de terem contraído o novo coronavírus entre os jornalistas do Sistema Verdes Mares, o Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) enviou ofício à direção do grupo de comunicação, na última segunda-feira (11/05), solicitando a adoção de novas e urgentes medidas para mitigar a contaminação no ambiente de trabalho. Segundo informações, pelo menos dez repórteres cinematográficos apresentaram sintomas de Covid-19, sendo que alguns voltaram a trabalhar após apenas três dias de licença concedida pelo médico da empresa, por quem foram atesteados com “virose”.

De acordo com o presidente do Sindjorce, Rafael Mesquita, é necessário que a empresa possibilite a testagem de todos as pessoas com suspeita de contaminação. Além disso, mesmo não havendo ainda os resultados dos testes, o Sindicato orienta que a direção libere todos os jornalistas de suas respectivas atividades nas dependências da empresa e também nas externas, a fim de atender as recomendações das autoridades sanitárias e de saúde, notadamente da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Tendo em vista o alto grau de contágio do novo coronavírus, recomendamos a imediata higienização de equipamentos e ambientes, bem como que todos os trabalhadores do grupo de comunicação sejam formalmente avisados das suspeitas de contaminação. É preciso que todos os funcionários sejam comunicados de que precisam entrar em quarentena imediata e tomar as devidas medidas de contingência, segurança e saúde, inclusive para resguardar seus agrupamentos familiares”, reforça Mesquita.

Conforme o presidente, o Sindjorce faz estas recomendações para preservar a saúde, a segurança e a vida dos trabalhadores. “Não queremos que se perca o controle da situação, como aconteceu em uma emissora local, onde um repórter cinematográfico, conhecido como Marcos Dublê, foi obrigado a trabalhar em externa e acabou morrendo na quinta-feira, dia 7 de maio, vítima de Covid-19”, frisa.

Home office

De forma alternativa, os trabalhadores, desde que não estejam doentes, poderão executar suas funções em teletrabalho (home office). Havendo necessidade, poderão ser realizadas as reportagens de rua, mas evitando o retorno à redação, com o jornalista mandando seu off de casa). Os profissionais poderão entrar no ar direto de suas casas, como muitas emissoras fazem neste momento.

“Cabe à empresa dotar os meios necessários para o trabalho remoto, como o fornecimentos de equipamentos, tais como câmeras, microfones, celulares, computadores, moden, entre outros, além de acesso à internet ou ressarcimento do uso de materiais e recursos do empregado”, reforça Mesquita.

O Sindjorce já comunicou a situação do Sistema Verdes Mares às secretarias Estadual (SESA) e Municipal da Saúde (SMS). E fará a comunicação ao Ministério Púbico do Trabalho do Ceará (MPT-CE). “Solicitamos que respondam, com extrema urgência, nosso ofício, informando os nomes e funções dos jornalistas afastados por suspeita de Covid-19 no meses de abril e maio, bem como reforçamos a necessidade de testagem em toda a redação e cumprimento absoluto do período de 14 dias de quarentena”, finaliza.