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1º de Maio é dia de ir às ruas por direitos, dignidade e justiça social

Publicado: 01 Maio, 2026 - 00h00

O 1º de Maio é dia de luta da classe trabalhadora. É o momento de reafirmar que direitos não nascem do acaso nem da boa vontade dos poderosos, mas da organização coletiva e da mobilização popular. Em Fortaleza, as trabalhadoras e os trabalhadores estarão nas ruas nesta sexta-feira, às 15h, na Praia de Iracema, em um ato unificado das centrais sindicais em defesa de conquistas concretas para quem vive do trabalho.

Neste ano, uma das principais bandeiras é o fim da escala 6x1, com redução da jornada sem redução salarial. Trata-se de uma pauta histórica do movimento sindical brasileiro, agora fortalecida pela mobilização social e encaminhada ao Congresso Nacional pelo Governo Federal. O que está em jogo é o direito ao descanso, à saúde física e mental e ao convívio familiar. É o direito de viver além do trabalho.

A sociedade brasileira compreende essa necessidade. Pesquisa do Datafolha mostra que 71% da população apoia o fim da escala 6x1. Isso desmonta o discurso de setores empresariais que resistem à mudança. Reduzir a jornada significa gerar empregos, distribuir renda e melhorar a qualidade de vida do povo trabalhador.

Outra prioridade central é o enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio. O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representa um passo importante ao integrar ações entre os Três Poderes para ampliar a proteção, acelerar medidas protetivas e enfrentar o machismo estrutural que ainda mata mulheres todos os dias no país. Defender a vida das mulheres é tarefa permanente do movimento sindical e de toda a sociedade.

Também seguimos firmes na defesa da tarifa zero e do direito ao transporte público gratuito para o povo. Mobilidade urbana é direito social e condição para garantir acesso ao trabalho, à educação e à cidade. Transporte não pode ser privilégio, precisa ser política pública.

O 1º de Maio é dia de unidade e de mobilização. É nas ruas que a classe trabalhadora constrói conquistas e enfrenta retrocessos. Por isso, convocamos todas e todos a participar desse grande ato e fortalecer a luta por menos jornada, mais direitos, valorização do trabalho e justiça social.

*Artigo publicado na página de opinião do Jornal O Povo, em 1º de maio de 2026.