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1o de Maio: a classe trabalhadora quer reconstruir o país

Publicado: 01 Maio, 2024 - 00h00 | Última modificação: 30 Abril, 2024 - 15h14

Hoje celebramos mais um 1º de Maio, dia em que a classe trabalhadora, em todo o mundo, se reúne para rememorar lutas do passado, atualizar as pautas de reivindicações e planejar as lutas do futuro. No Brasil não é diferente, após anos de ataques à democracia e à soberania nacional, perda de direitos e desmonte do serviço público, continuamos em busca da reconstrução do país a partir da agenda das trabalhadoras e dos trabalhadores.

Neste sentido, o 1º de Maio traz consigo a oportunidade de diálogo com a sociedade sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores em suas lutas por melhores condições de trabalho e vida nos últimos anos, e reafirmar as bandeiras de luta diante deste novo cenário político e econômico.

No ano passado, os trabalhadores comemoraram a retomada do diálogo do Governo Federal com as Centrais Sindicais e o retorno de políticas sociais. Em 2024 queremos mais. Estaremos nas ruas em luta por emprego decente, correção da tabela do Imposto de Renda, juros mais baixos, aposentadoria digna, salário igual para trabalho igual, revogação das reformas antipovo e valorização do serviço público em todas as esferas. Não temos dúvidas que essas bandeiras são essenciais para fortalecer a economia e a reconstrução do Brasil.

Por ser um ano de eleições municipais, também reforçamos a importância de eleger candidatos comprometidos com a classe trabalhadora, pois essa escolha impacta a vida de toda a população, sobretudo daqueles que mais necessitam do Estado.

Além disso, é preciso tratar das relações de trabalho precarizadas mediadas por plataforma no transporte de pessoas e mercadorias. É por isso que a CUT apoia o Projeto de Lei Complementar dos Motoristas de Aplicativos (PLC 12/2024), que está em análise no Congresso Nacional. O projeto permitirá que o motorista autônomo passe a ter proteção previdenciária e trabalhista, trabalho decente, direito e acesso à informação, capacidade de organização, representação e contratação coletiva e a garantia de um valor mínimo de remuneração fixado em R$ 32,10 por hora trabalhada, o que para uma jornada de oito horas ou 176 horas/mês garante uma remuneração base de R$ 5.650,00.

Portanto, ainda temos muitos desafios para enfrentar, mas avançaremos juntos, fortes e unidos em defesa de um país cada vez mais justo e solidário para todos e todas.

Viva o 1º de Maio dos trabalhadores e das trabalhadoras!

 

Wil Pereira

Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT Ceará)

[email protected]

 

*Artigo em versão ampliada publicado na edição do Jornal O Povo de 01/05/2024